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Escrito por André Brown às 20h10
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Guerra e Paz – Portinari com Humor

 

 


 

O ano de 2012 marca os 50 anos de morte de Portinari, e coincide com a ida dos consagrados painéis “Guerra e Paz”, para São Paulo. Para não deixar esse momento passar incólume, foram reunidos, sob a Coordenação do professor Paulo Sgarbi, responsável pelo grupo de pesquisa Linguagens desenhadas e educação (ProPEd / UERJ), e curadoria de Zé Roberto Graúna, além dos artistas do grupo Caricatura Solidária , 30 desenhistas, a maior parte deles notórios artistas com passagens por diversos jornais e revistas do Brasil. Cada um deles escolheu uma imagem de Portinari ou um fragmento de uma de suas famosas obras,para criar releituras em forma de pinturas, esculturas, ilustrações, cartuns e caricaturas.

Esta exposição, intitulada “Guerra e Paz – Portinari com Humor”, confirma a visão de Candido Portinari que, já em sua época, buscou intercâmbio fora das teorias e práticas acadêmicas, consagrando-se como o maior pintor brasileiro em todos os tempos.

Artistas expositores:

Adail, Adam, Alessandra Nogueira, André Brown, Bárbara Sotério, Cida Calu, Diego Novaes, Glen, Guidacci,  Hermé, J. Bosco, Jeff, Junior Lopes, Liliana Ostrovsky, Márcia Mendes, Marguerita Bornstein, Matheus Trindade, Mendez, Mondego, Monico, Nássara, Nei Lima, Pedro Dias, Romero Cavalcanti, Rose Araújo, Shimamoto, Souza, Ubiratan, Zé Andrade e Zé Roberto Graúna.


A exposição é fruto da parceria :

Grupo de pesquisa Linguagensdesenhadas e educação (ProPEd/ UERJ)

Caricatura Solidária

DECULT UERJ

Projeto Portinari

Apoio:

Planeta do Chopp

 

A Exposição acontecerá na Galeria Candido Portinari na UERJ

 

3 de abril a 11 de maio de 2012

 

Abertura: 3 de abril ás 19h

 

Visitação de segunda a sexta de 09 as 20 h

 Av. São Francisco Xavier, 524, Maracanã.

Concurso de desenho e pintura sobre Portinari 

para comunidade acadêmica da UERJ, veja como participar no blog

 www.portinaricomhumor.blogspot.com

 



Escrito por André Brown às 15h54
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Escrito por André Brown às 09h48
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colagem

Show na praia, 21 x 29,7 cm, colagem sobre papelão.

 

 

A colagem como procedimento técnico tem uma história antiga, mas sua incorporação na arte do século XX, com o cubismo, representa um ponto de inflexão na medida em que liberta o artista do jugo da superfície. Ao abrigar no espaço do quadro elementos retirados da realidade - pedaços de jornal e papéis de todo tipo, tecido, madeira, objeto e outros -, a pintura passa a ser concebida como construção sobre um suporte, o que dificulta o estabelecimento de fronteiras rígidas entre pintura e escultura.Fruteira e Copo, 1912, de Georges Braque (1882 - 1963), é considerada uma das primeiras colagens da  arte moderna. A partir desse momento, a técnica é largamente empregada em diferentes escolas e movimentos artísticos, com sentidos muito variados. Pablo Picasso (1881 - 1973) encontra no novo recurso um instrumento de experimentação inigualável, que tem início com Copo e Garrafa de Suze, 1912, parte de uma série em que são utilizados papéis e desenhos a carvão. 

O uso de papéis colados abre pesquisas cubistas em novas direções. A utilização cada vez mais livre de materiais heterogêneos, não só papel, dá origem a objetos tridimensionais e relevos. Nessa direção, Juan Gris (1887 - 1927), outro grande nome do cubismo que trabalha exaustivamente com colagens, define a pintura como "espécie de arquitetura plana com cor". As colagens de Braque, Picasso e Gris despertam o interesse de artistas dos círculos cubistas mais próximos e mais distantes. Albert Gleizes (1881 - 1953), Louis Marcoussis (1883 - 1941), André Derain (1880 - 1954), Robert Delaunay (1885 - 1941) e Sonia Delaunay-Terk (1885 - 1979), entre outros nomes do circuito parisiense, passam a fazer uso de colagens em suas composições. Na escultura - também realizada por Braque e Picasso -, os trabalhos de Alexander Archipenko (1887 - 1964), Jacques Lipchitz (1891 - 1973), Vladimir Tatlin (1885 - 1953), Pablo Gargallo (1881 - 1934) e Henri Laurens (1885 - 1954) são exemplos da articulação entre superfícies e volumes, em consonância com o programa das colagens cubistas.

Os princípios de composição inaugurados pelas colagens encontram seguidores em todo o mundo, o que não significa falar em generalização uniforme, mas em interpretações distintas de um mesmo procedimento. Na Itália, um diálogo cerrado com o meio francês leva os artistas reunidos em torno do  futurismo a praticar colagens em sentido cubista estrito. Um traço destacado da produção futurista - em Umberto Boccioni (1882 - 1916) e Gino Severini (1883 - 1966), por exemplo - diz respeito à atenção dedicada ao mundo moderno, sobre o qual os artistas se debruçam sistematicamente, por meio de comentários que fazem à guerra, - tecnologia, velocidade, violência etc. Os trabalhos de Giacomo Balla (1871 ou 1874 - 1958) e Luigi Russolo (1885 - 1947) apontam rumo às pesquisas abstratas. Na Rússia de Kazimir Malevich (1878 - 1935) e Tatlin, as conquistas cubistas adquirem novas feições. As colagens aderem às tendências construtivas em pauta, ganhando destaque os princípios de composição propriamente ditos e o poder expressivo dos materiais, por exemplo nos "relevos pictóricos" de Tatlin.

Diverso é o resultado da técnica no interior do movimento dada. Em Marcel Duchamp(1887 - 1968) e Francis Picabia (1879 - 1953), nota-se uma radicalização dos procedimentos usuais da colagem, numa clara recusa ao que eles consideram a rigidez cubista. Nos trabalhos de Kurt Schwitters (1887 - 1948), a ênfase recai sobre elementos e materiais diversos, que encontram seu exemplo mais acabado nas obrasMerz, 1919. "A pintura Merz", diz ele, "não utiliza só a cor e a tela, o pincel e a paleta, senão todos os materiais percebidos pelos olhos e todas as ferramentas necessárias." Com Max Ernst (1891 - 1976), ampliam-se as possibilidades da colagem. Nota-se uma articulação imprevista dos elementos e uma abertura mais direta ao irracional, no que é seguido pelos surrealistas, que levam ao limite a idéia de associação de elementos díspares e de construção de uma "realidade irreal", por exemplo, em Joán Miró (1893 - 1983), Yves Tanguy (1900 - 1955), René Magritte (1898 - 1967), André Masson (1896 - 1987) e Salvador Dalí (1904 - 1989). Diferente é a trajetória seguida pelos artistas ligados a Bauhaus quando empregam a colagem e a montagem como parte de seu programa pedagógico. Distinto também o sentido que Henri Matisse (1869 - 1954) atribui aos papéis colados que utiliza na obra de maturidade, em que a pesquisa da forma liga-se diretamente à exploração da cor.Nas artes plásticas brasileiras, as colagens foram testadas por diferentes artistas, por exemplo, nas obras de Carlos Scliar (1920 - 2001), Piza (1928), Guignard (1896 - 1962), Jorge de Lima (1893 - 1953) e Athos Bulcão (1918 - 2008). São elas que também oferecem possibilidades aos relevos espaciais de Hélio Oiticica (1937-1980) e os casulos e bichos de Lygia Clark (1920-1988).

Disponível em

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=369

acesso em 13/05/2011

 

 



Escrito por André Brown às 23h56
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Escrito por André Brown às 12h36
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A Oficina de Desenho está funcionando no Instituto Tocando em Você (ITV), escola de artes. As aulas da Oficina de Desenho acontecem aos sábados, das 8:00 às 12:00 h, na rua General Roca, 362, na Tijuca. Nosso telefone é (21) 2567- 4378 / (21) 7611-9006 e o e-mail oficinadedesenho@uol.com.br , inscrições no local. Oferecemos os seguintes cursos:
Desenho Artístico
Desenho de Histórias em Quadrinhos (Comics, Mangá, etc.)
Desenho de Humor (charges, cartuns, caricaturas e tiras de humor)
MATRÍCULAS ABERTAS! VAGAS LIMITADAS!



Escrito por André Brown às 12h02
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Carnaval e Desenho de Humor no Centro Cultural da Justiça Federal

AGOSTINI, Angelo. Revista Illustrada. anno 6, nº 238. Rio de Janeiro, 1881.

Complementando as atividades da exposição Nássara 100 anos relizada por Jorge de Salles e Zé Robeto, o cartunista e pedagogo André Brown e o professor de História Reinaldo Diniz conversaram sobre a antiga ligação entre carnaval e humor gráfico, eternizada no enredo Traços e Troças, da Acadêmicos do Salgueiro, em 1983, ao cantar que “O Carnaval é a maior caricatura”. Neste animado encontro,  foram exibidas algumas imagens criadas por artistas do humor gráfico brasileiro de várias épocas como Angelo Agostini, Kalixto, Raul Pederneiras, J. Carlos e Nássara, entre outros. O Centro Cultural da Justiça Federal fica na Av. Rio Branco, 241 – Centro / Cinelândia, Rio de Janeiro (ao lado da Biblioteca Nacional). 

 

André Brown e o professor Reinaldo Diniz após o encerramento da palestra Carnaval e Desenho de Humor,

 no Centro Cultural Justiça Federal, na quarta-feira, dia 30 de março.



Escrito por André Brown às 14h03
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“Quem mora ali no morro sabe que há medo, há angústia, há desespero. Mas também há um desejo enorme de superação. Superar a violência, superar o preconceito de morar num dos locais mais violentos do Rio de Janeiro, superar a falta de perspectivas. [...] Mas, ao contrário do que muita gente imagina, eu amo a minha vida aqui. Posso dizer que tive uma infância feliz e que hoje me sinto realizado ao fazer um trabalho de incentivo à leitura com gente da minha comunidade. Sei, por experiência própria, que as crianças daqui têm uma visão muito estreita do mundo. Quase não saem da favela. [...] Ficam presas aqui dentro. Foi a leitura que me libertou dessa prisão. Tudo isso me levou a receber o Prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo, em dezembro de 2008. A reportagem também estampou o apelido pelo o qual muita gente me identifica hoje em dia: ‘O Livreiro do Alemão’. Uma história que começa no meio de um monte de sacos de lixo.


Na sala de aula

O autor revela como um livro, que ele encontrou no lixo quando tinha 8 anos de idade, mudou sua vida para sempre. Morador do Complexo do Alemão, um dos locais mais violentos do Rio de Janeiro, Otávio criou em sua comunidade o projeto Ler é 10 – Favela, cujo objetivo é ensinar às crianças o prazer da leitura. Apesar da violência, do tráfico de drogas e da carência de recursos dos moradores das favelas, a história de Otávio prova que o livro tem um grande poder de transformação na vida das crianças e jovens. Uma história de luta e superação tornar realidade um sonho que parecia impossível.

Lançamento do livro O Livreiro do Alemão, de Otávio Júnior, Panda Books Saraiva MegaStore NorteShopping, 15 de março | Horário: 19:00 O livro narra a trajetória de Otávio Junior, que tenta colocar o livro no hábito dos moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Garra, luta e fibra marcam a vida do autor, que já foi premiado também no programa “Caldeirão do Huck”, da rede Globo.


Compra do livro online pelo site

 



Escrito por André Brown às 13h18
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CARICATURA SOLIDÁRIA EM NOVA FRIBURGO


No domingo, dia 13 de fevereiro de 2011, foi realizada mais uma ação voluntária do grupo Caricatura Solidária em parceria com a Cruz Vermelha Brasileira, seu representante de Petrópolis e seu Presidente Luiz Alberto Lemos Sampaio.
Desta vez a atividade dos caricaturistas aconteceu na Ação Global, no SESI de Nova Friburgo, próximo a uma área onde aconteceram desabamentos. Os caricaturistas Adam Rabello, André Brown, André Lemos, Deborah Trindade, Matheus Grimião, Flávio Guedes, Nei Lima, Liliana Ostrovsky e Zé Roberto Graúna realizaram atividades de educação ambiental e patrimonial, oficinas de criação de brinquedos com material reciclado e caricaturas com as crianças. Na ocasião foi lançada a logomarca oficial do grupo Caricatura Solidária que continuará a realizar ações humanitárias em conjunto com a Cruz Vermelha Brasileira e outras instituições. Durante 07 horas de trabalho, o estande do grupo Caricatura Solidária foi bastante visitado, atendendo aproximadamente duzentas pessoas que foram caricaturadas pelos desenhistas, além de crianças que participaram da oficina de brinquedos reciclados. A ação contou também com as participações da atriz Luciana Rosa e do Biólogo Jorge Luiz Pereira nas atividades de Educação Ambiental. O trabalho do grupo Caricatura Solidária foi elogiado por membros da organização do evento e por observadores que perceberam a atividade como fonte de alegria e estímulo à superação o que gerou convites para atividades futuras.





 


 



Escrito por André Brown às 12h19
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Os Caricaturistas e cartunistas, em parceria com a Cruz Vermelha e autorizados pela Prefeitura do Rio de Janeiro, realizaram a ação CARICATURA SOLIDÁRIA que aconteceu do dia 25/01até o dia 28/01, das 09 as 17 horas no Largo da Carioca / Centro RJ, fazendo caricaturas ao vivo e recebendo donativos para as vitimas das chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Nos últimos dias todos nós temos acompanhado pela mídia as notícias da tragédia que ocorreu na Região Serrana do Rio de Janeiro. Com o objetivo de ajudar a população daquelas cidades, colaboramos voluntariamente. Contamos com a participação dos caricaturistas Adail,  Adam, Alexandre Masquio, André Lemos, André Brown, Deborah Trindade, Diego Novaes, Flavio Rodrigo, Guiddacci, Jeff Bonfim, Liliana Ostrovsky, Magon, Matheus GrimiãoNei Lima, Zé Roberto. A ação foi um sucesso, arrecadamos aproximadamente meia tonelada de donativos, com a divulgação da imprensa e a solidariedade da população. Agradecemos especialmente ao Programa Cidinha Livre da Band TV e Ricardo Boechat da Band News, a Globo News, a TV Boas Novas,  RJ TV (Rede Globo). Colaboraram também o Bar Amarelinho, a Copiadora Avenida Central, Gaspar Fernando (Gingadesign), Alessandra Nogueira (Designer), Fábio Rapello (Jornalista), Luciano Dias (Jornalista) e o Prof. Dr. Dirceu Castilho (Vice Diretor da Faculdade de Educação da UERJ). Certamente outras ações do CARICATURA SOLIDÁRIA serão realizadas. Mais informações  www.caricaturasolidaria.blogspot.com

Coordenação:

contato@andrelemosarte.com.br

Tel: (21) 3752-8068

cel: (21) 8517-4453

zrgrauna@hotmail.com

cel:(21) 9428-4448

andre_brown@uol.com.br

cel:(21) 7611-9006




Escrito por André Brown às 21h03
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Adail 80 anos de cartum!

                                                                  Foto: Zé Roberto

Adail e André Brown na abertura da exposição Nássara 100 Anos

Adail José de Paula nasceu em Registro/SP, em 1930. Jornalista e cartunista, começou a publicar nos semanários humorísticos O Governador e A Marmita, em 1948, em São Paulo/SP.

No Rio de Janeiro, iniciou suas atividades no Diário de Notícias, em 1957. Colaborou em vários jornais e revistas, tais como: O Cruzeiro, Cartum JS (suplemento humorístico do Jornal dos Sports), Correio da Manhã, O Pasquim e O Dia. 

 



Escrito por André Brown às 03h21
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Todo mundo lá!!

 

 

Caro amigo (a),

Se você é desenhista, ilustrador, cartunista, caricaturista, desenhista de histórias em quadrinhos, roteirista, jornalista, pesquisador ou se é fã do humor gráfico brasileiro, não pode deixar de prestigiar a exposição “Nássara 100 Anos”, cuja inauguração está marcada para o próximo dia 14 de dezembro, às 19 horas, no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia (Rio de Janeiro).

Iniciei, numa parceria com o Jorge de Salles, o planejamento desta exposição há mais de dois anos, e o resultado do acervo a ser exibido trata-se, com certeza, de uma das mais significativas coleções de desenhos originais de Nássara, um dos nossos maiores caricaturistas e compositores em todos os tempos.

Todos sabem que o Jorge de Salles faleceu em novembro e que este evento é o último planejado por ele. Portanto, é uma oportunidade única de prestigiar o esforço de um artista apaixonado pelas artes brasileiras, especialmente pelo humor gráfico nacional.

Não deixem de ir, ou melhor: É proibido faltar! É praticamente o último evento de humor gráfico do ano. Vamos fechar 2010 com chave de ouro e homenagear Nássara e Jorge de Salles. Conto com a presença de todos vocês!

Importante pedir aos nobres colegas que ajudem a divulgar esta exposição enviando o convite em anexo para seus amigos e colegas de profissão, além de incluir notas sobre o evento em seus blogs e sites. Solicito que, caso alguma divulgação deste evento seja postada em suas páginas virtuais, nos enviem os links para que possamos copiar e incluí-las em nosso cliping. Ok?

Obrigado e grande abraço!

 

Zé Roberto Graúna

www.zerobertograuna.blogspot.com

 

 

 


 



Escrito por André Brown às 21h56
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Reencontrando Nássara

André Brown

 

No verão, Antônio Nássara sai de branco.Vem de Laranjeiras, onde vive com a mulher, Iracema, há 28 anos, e pode ser visto frequentemente atravessando o centro do Rio com seu andar levíssimo. (Trecho do livro Nássara desenhista, de Cássio Loredano, MEC/FUNARTE, 1985).

 

Como se tivesse acabado de sair das páginas do livro de Loredano, numa tarde de 1993, vi um senhor de bengala e roupa branca atravessar a Avenida Rio Branco, próximo da estação Carioca do metrô e andar ao meu lado até uma loja de serviços gráficos. A princípio me chamou a atenção a maneira como estava vestido. Entrou primeiro na loja que já estava relativamente cheia e se posicionou no balcão solicitando atendimento, eu fiquei exatamente ao seu lado. Sua roupa impecável, a idade avançada o visível bom humor deixavam pistas de se tratar de um típico carioca das primeiras décadas do século XX. A fisionomia dele era bastante familiar. As atendentes da copiadora passavam rapidamente de um lado a outro do balcão, ainda dando conta dos trabalhos dos clientes que chegaram antes de nós. Eu, ainda jovem com sonhos de um dia ser um cartunista reconhecido, já estava me organizando com meus desenhos para fazer cópias e reduções. Ainda tentava me lembrar de onde conhecia aquele senhor. Foi quando apoiado no balcão ele olhou para meus desenhos e falou: “Ah! Também gosta de desenhar... Posso ver? São histórias em quadrinhos... Mas são de humor. Bom... Depois que os americanos distribuíram os quadrinhos pro mundo todo, o caminho é esse mesmo.” Antes que eu pudesse perguntar seu nome ou responder que gostava de outros tipos de desenho, começou a chamar a atenção de uma das funcionárias da loja cantando uma marchinha:

 

“Allah-la-ô, ô ô ô, ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô, ô ô ô

Atravessamos o deserto do Saara

O Sol estava quente, queimou a nossa cara”

 

Tratava-se de um momento mágico, entendi que estava ao lado do grande caricaturista, desenhista e compositor carioca Nássara, manuseando seus desenhos alí na minha frente. Gentilmente me deu uma cópia de um de seus trabalhos e passamos a conversar sobre caricaturas. Percebi que ele tinha dificuldade para ouvir mas mesmo assim conseguimos nos comunicar. Foi um dia inesquecível! Antônio Gabriel Nássara nasceu em 11 de novembro de 1910 no bairro de São Cristóvão no Rio de Janeiro, onde viveu até os 12 anos, passando o restante da adolescência em Vila Isabel. Nássara cursou o primário na Escola Municipal Nilo Peçanha, depois estudou no Colégio Pio Americano, ambos em São Cristóvão. Em 1927, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes, onde cursou até o quarto ano de Arquitetura. Trabalhou em várias publicações entre elas O Globo, A Noite, Crítica, A Hora, O Radical, A Nação, Careta, O Cruzeiro, Última Hora, A Jornada, O Pasquim. Autor de pelo menos duzentas músicas, entre elas Allahla-ô (Nássara / Haroldo Lobo), Balzaquiana (Nássara / Wilson Batista), Periquitinho verde (Nássara / Sá Róris), também foi contemporâneo e parceiro de boemia de Noel Rosa, juntos compuseram duas marchas: Retiro da saudade (1934) gravada por Carmem Miranda e Francisco Alves com o grupo Diabos no Céu, e Que Baixo (1936) gravada por Aracy de Almeida com Conjunto Regional, ambas pela gravadora RCA Victor.

Durante o carnaval de 1994, fiz, com alguns colegas, o segundo número do jornal alternativo Bummm!!! HQ homenageando Nássara, reproduzindo seus desenhos de figuras carnavalescas, autorizado pelo artista. Depois daquele dia não o encontraria mais pessoalmente. Mesmo assim, Nássara escreveu uma carta para o nosso jornal agradecendo a homenagem. Sobre a estética singular das caricaturas e desenhos de Nássara, muito já foi dito, mas acredito que o pesquisador Herman Lima soube expressar algumas características da obra em questão quando escreveu que:

 

Se trata dum lápis duma verve contundente, duma graça não raro hilariante, não só pela execução vigorosa e sintética em extremo, como pela concepção cheia de subtendidos (...) o traço é duma instantaneidade fantasista, duma geometria desvairada que dão ao conjunto o resultado hílare duma tirada de clown.

 

Em um encontro de cartunistas, vi o Jaguar dizer que o Nássara fazia logotipos de gente, tamanha era a sua capacidade de síntese para representar os traços fisionômicos de seus caricaturados. Os traços econômicos, firmes e surpreendentemente feitos à mão livre com o tira linhas (instrumento precário para desenhar à nanquim geralmente com auxílio de um compasso), os grandes formatos e a maneira como coloria vivamente seus trabalhos constituíram a inconfundível identidade visual dos desenhos e caricaturas de Nássara. Nos últimos tempos o artista ilustrou os livros infantis Bobos e espertos, de Edy Lima (1988) e Moça Perfumosa, Rapaz Pimpão, de Daniela Chindler (1996). Nássara faleceu em 11 de dezembro de 1996, no Rio de Janeiro. Comemorando o centenário de nascimento de Nássara, o cartunista Zé Roberto Graúna, que também conheceu o artista pessoalmente, está realizando em parceria com o artista plástico Jorge de Salles a curadoria da belíssima exposição intitulada Nássara – 100 Anos, com parte significativa da obra do caricaturista que foi doada pelo próprio Nássara ao Jorge de Salles e que será exibida no Centro Cultural Justiça Federal, durante o período de 14 de dezembro, quando acontecerá a inauguração da mostra, a 6 de fevereiro de 2011. É uma boa oportunidade para conhecer ou rever a obra de Nássara. O Centro Cultural Justiça Federal fica na Avenida Rio Branco, n° 241, Cinelândia.



Escrito por André Brown às 22h02
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100% DE APROVAÇÂO NO T.H.E UFRJ 

Mais uma vez a Oficina de Desenho André Brown preparou seus alunos para o Teste de Habilidade Específica do Vestibular para a UFRJ e obteve aprovação total.  Com uma turma especial sob a orientação da Prof. ª Alessandra Nogueira, foi possível conquistar a marca de 100% de aprovação no vestibular .

 

TESTE DE HABILIDADE ESPECÍFICA NO VESTIBULAR: É HORA DE DESENHAR

 

O Teste de Habilidade Específica (THE) é uma avaliação que pode reprovar e impedir que os candidatos ingressem nas carreiras escolhidas nos vestibulares da UFRJ, UFF, UNIRIO e PUC-RJ, nas áreas de Arquitetura, Desenho Industrial / Programação Visual (Design), Belas Artes, Cenografia, Licenciaturas em Arte ou Desenho.

 

 

A Designer Alessandra Nogueira (ESDI-UERJ) orientando seus alunos na Oficina de Desenho.

 

 

Um bom caminho para os candidatos é começar, o quanto antes, a prática de desenho e a resolução de questões de provas dos anos anteriores, nos cursos  que oferecem o preparatório para os Testes de Habilidade Específica. Começar logo o preparatório para o THE é  desejável para aqueles que pretendem ingressar nas carreiras que usam o desenho como linguagem, porque a avaliação no vestibular envolve conhecimentos teóricos e práticos. A solução e execução de desenhos durante a realização do teste requer destreza dos candidatos nos usos dos materiais e técnicas. A Oficina de Desenho André Brown & Alessandra Nogueira, por exemplo, tem a experiência de mais de uma década preparando e aprovando praticamente 100% de seus alunos nos vestibulares (THE).

Mais informações sobre a Oficina de Desenho e o curso preparatório para os THE:

 

http://habilidade-especifica.blogspot.com/

 

e-mail: oficinadedesenho@uol.com.br

 

tel: (21) 7635-3281 ou (21) 7611-9006

Turma com vagas limitadas.

Garanta a sua vaga, MATRÍCULE-SE JÁ!

INÍCIO DAS AULAS EM ABRIL DE 2012.



Escrito por André Brown às 16h56
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A cinestética nas histórias em quadrinhos de Will Eisner

André Brown

Fazendo um exercício de metalinguagem, usando os próprios quadrinhos para falar de algumas maneiras de fazer (CERTEAU, 1994) e entender a linguagem dos quadrinhos, McCloud (1995) fala da busca realizada por artistas como Kandinsky pelo que chamou de “cinestética, uma arte que de algum modo pudesse unir os sentidos” (p. 123). Pensando dessa forma, lembro de várias histórias em quadrinhos – HQs – cujos autores conseguiram criar, com seus textos e imagens, um mergulho em outros ambientes, épocas, atmosferas e dimensões psicológicas. Um artista dos quadrinhos que conseguiu fazer isso com perícia foi Will Eisner, buscando, também, entender os elementos da linguagem das HQs, estudo que resultou em dois livros que nos mostram as técnicas desenvolvidas pelo artista e sua percepção dos usos dos quadrinhos como veículo de comunicação e tecnologia educacional.


Nas HQs, as imagens, juntamente com os textos, compõem as narrativas gráficas, a estética, o estilo e as características dos personagens da história. Para que isso ocorresse com clareza, tentando minimizar qualquer ruído de comunicação, elementos foram criados, estruturando uma linguagem específica. Alguns desses elementos da linguagem são os balões, os próprios quadrinhos que, tecnicamente, são chamados de requadros; a sarjeta, que é o espaçamento entre dois quadrinhos; os desenhos; os textos; a arte seqüencial, que determina a ação; as onomatopéias; as personagens, que, com suas expressões faciais e gestos exagerados, sinalizam a relação dos quadrinhos com a linguagem do teatro; e ainda os usos de planos, que aproximam as HQs da linguagem do cinema.

Em 2002, assisti à peça resultante da transposição de linguagem dos quadrinhos para a do teatro realizada pela Armazém Companhia de Teatro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, Pessoas invisíveis, baseado em parte da obra de Will Eisner. Pude perceber que a caracterização de personagens, o cenário a essência dos quadrinhos de Eisner estavam presentes na peça ainda que outros elementos típicos do teatro proporcionassem uma experiência estética diferente. Na ocasião, o diretor da peça, Paulo de Moraes, após a apresentação, conversou com o público composto, em sua maior parte de leitores dos quadrinhos, sobre as dificuldades de fazer essa transposição.

Tratando da linguagem e dos processos de criação, construindo um diagrama na tentativa de mostrar a complexidade que envolve a elaboração de uma HQ, Eisner (2001) aponta para conhecimentos supostamente necessários para executar essa tarefa quando diz que

o sucesso ou o fracasso desse método de comunicação depende da facilidade com que o leitor reconhece o significado e o impacto emocional da imagem. Portanto, a competência da representação e a universalidade da forma escolhida são cruciais. O estilo e a adequação da técnica são acessórios da imagem e do que ela está tentando dizer. Na verdade, até um pedagogo se surpreenderia com a diversidade de disciplinas envolvidas na realização de uma história em quadrinhos média. Vale a pena correr o risco da simplificação excessiva e tentar fazer um diagrama dessas disciplinas para reforçar essa afirmação. (p. 144)

Outro elemento que percebo na cinestética dos quadrinhos de Eisner é a maneira como representa a figura humana, em um sistema de proporções que foge da rigidez dos cânones, em alguns casos beirando a caricatura. Panofsky (1991) diz que “a história da teoria das proporções é o reflexo da história dos estilos” (p. 90), ou seja, não há uma só estética para a representação da anatomia humana, cada período artístico ou artista individualmente pode aderir a um sistema de proporções. Intencionalmente, nas HQs de Will Eisner, cada personagem tem sua própria anatomia expressiva. Criando estereótipos, o artista brincou com a estilização da anatomia humana, passeando entre os sistemas de proporção conhecidos, representando movimentos, expressões fisionômicas para dar sentido, impacto e outras impressões às narrativas. Segundo Eisner (2005),

nos quadrinhos, os estereótipos são desenhados a partir de características físicas comumente aceitas e associadas a uma ocupação. Eles se tornam ícones e são usados como parte da linguagem na narrativa gráfica. (p. 22)


 Além da anatomia expressiva, outro elemento dos quadrinhos cinestéticos de Eisner é a recorrente representação da estética urbana da velha Nova Iorque, arquitetura, ruas, becos, cenários das histórias em quadrinhos que expressam parte da memória do artista, que nasceu e viveu naquela cidade. Com seus enquadramentos, criando imagens por meio das linguagens desenhadas, mas como se estivesse fazendo uso de uma câmera, o autor, com sua arte, conseguiu fazer-nos aproximar a experiência estética durante a leitura dos quadrinhos com a fruição do cinema. Mesmo assim Eisner (2005) percebeu que existem limitações entre as duas linguagens e escreveu que

apesar de parecer haver um relacionamento mais evidente entre quadrinhos e cinema, existe uma diferença básica e fundamental. Ambos lidam com palavras e imagens. O cinema reforça isso com som e a ilusão do movimento real. Os quadrinhos precisam fazer uma alusão a tudo isso a partir de uma plataforma estática impressa. O cinema usa a fotografia e uma tecnologia sofisticada a fim de transmitir imagens realistas. Mais uma vez os quadrinhos estão limitados à impressão. O cinema pretende transmitir uma experiência real, enquanto os quadrinhos narram. (p.75)

A obra quadrinizada de Will Eisner faz o leitor entrar na história e se imaginar caminhando pelas ruas nova-iorquinas, sentindo os cheiros, a temperatura, encontrando personagens, na maior parte das vezes, imersas em uma iluminação que ora encobre e oportunamente revela mistérios, típicos de film noir em seus dramas criminais com detetives, gângsteres e mulheres fatais. Tudo isso e muito mais pode ser encontrado nos quadrinhos de Will Eisner, acompanhados do prazer gráfico transmitido pelo artista, associados a excelentes roteiros que nos prendem a atenção, usando recursos narrativos entrelaçando textos e imagens.

Referências bibliográficas:

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano – 1. Artes de fazer. 8. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

EISNER, Will. Narrativas gráficas de Will Eisner. São Paulo: Devir, 2005.

EISNER, Will. Quadrinhos e arte sequencial. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

McCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos. São Paulo: Makron Books, 1995.

PANOFSKY, Erwin. Significado nas Artes Visuais. São Paulo: Perspectiva, 1991.

*Texto publicado originalmente em e-book.

 



Escrito por André Brown às 16h20
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