Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Cartum Faz Escola
 


100 anos sem o traço e a crítica social de Angelo Agostini

André Brown

Uma boa sugestão de leitura para quem pesquisa histórias em quadrinhos e humor gráfico é o livro Poeta do Lápis - sátira e política na trajetória de Angelo Agostini no Brasil Imperial (1864 - 1888), do autor Marcelo Balaban. A obra é resultado de pesquisa para elaboração de tese de doutoramento sob a orientação do Prof. Dr. Sidney Chalhoub na UNICAMP. O trabalho minucioso de pesquisa de Marcelo Balaban traz informações preciosas sobre a vida e obra de Angelo Agostini (1843 - 1910), esclarecendo pontos obscuros da biografia do artista pioneiro das histórias em quadrinhos. Vale lembrar que em 2010 completam 100 anos da morte de Agostini. Boa Leitura! 

Referências Bibliográficas:

BALABAN, Marcelo. Poeta do Lápis - sátira e política na trajetória de Angelo Agostini no Brasil Imperial (1864 - 1888). Campinas, SP: UNICAMP, 2009.



Escrito por André Brown às 16h25
[] [envie esta mensagem
] []





Encontro com amigos de traço

 

Zé Roberto, Duartte, Diego Novaes, Sousa, Nei Lima e André Brown.

O amigo cartunista Zé Roberto <http://zerobertograuna.blogspot.com/> nos recebeu em sua casa, no dia 27/01/2010, para uma conversa sobre seu acervo e pesquisa de desenhos de artistas brasileiros como J.Carlos, Nássara, Mendez, entre outros. O papo girou em torno de mercado de trabalho, aprendizado de desenho, referências artísticas e a busca de alternativas para organizar um espaço de  discussão e encontro dos profissionais cartunistas. Pensamos na ABI, pois Zé Roberto nos lembrou que a Associação Brasileira de Imprensa têm incluído matérias sobre o desenho de humor em suas publicações e acolhido projetos de exposições. A instituição tem laços históricos com o desenho de humor brasileiro, já teve como Presidente o caricaturista Raul Pederneiras. Para saber mais sobre a ABI visite o site <http://www.abi.org.br/>.

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por André Brown às 15h08
[] [envie esta mensagem
] []





Criando e pesquisando histórias em quadrinhos

                                                             Foto: Alessandra Nogueira

Criar histórias em quadrinhos é um trabalho algumas vezes solitário mas que para mim é muito prazeroso. Atualmente estou tentando brincar com o entrelaçamento de texto e imagens para organizar as narrativas gráficas (Eisner).  A linguagem dos quadrinhos é muito rica e tem sido utilizada como tecnologia educacional por professores de várias áreas. Observar as relações entre quadrinhos e o processo de aprendizadoensino fazem parte da minha investigação teórica há algum tempo no grupo de pesquisa Linguagens desenhadas e educação (ProPEd / UERJ). Entre outras coisas, estou trabalhando nos quadrinhos de prevenção à dengue, que pretendo veicular pela Internet brevemente.

 



Escrito por André Brown às 00h44
[] [envie esta mensagem
] []





Fazendo máscara de carnaval

                                              Foto: Rond

Fiz essa máscara de carnaval me divertindo com material reciclado, tintas, pedaços de E.V.A., cola, e caneta esferográfica. Qualquer semelhança comigo não é mera coincidência. O trabalho agora faz parte da decoração de carnaval do ITV - Instituto Tocando em Você, onde funciona a Oficina de Desenho.



Escrito por André Brown às 18h15
[] [envie esta mensagem
] []





Clara Gomes lançou o seu primeiro livro de quadrinhos, que traz a turminha Bichinhos de Jardim, que são os questionadores personagens da autora. Com Humor, ironia, ingenuidade e delicadeza conversam sobre as suas angústias e aspirações, analisando as excentricidades dos seres humanos que observam. A obra é uma coletânea do material publicado no blog www.bichinnhosdejardim.com, ganhador do primeiro concurso Blogbooks, categoria quadrinhos. Clara é petropolitana, nascida em 1980. Estudou desenho, é formada em Design pela UFRJ e pós-graduada em Arte-educação. Publica os Bichinhos na Tribuna de Petrópolis e ilustra livros didáticos.

Tive o privilégio de ser professor / orientador da Clara na disciplina Arte e Multimeios, na pós-graduação em Arte-educação na UCP em 2006. Desde então, acompanho os quadrinhos nota dez dos Bichinhos de Jardim, que estão conquistando um público amplo, seja na Internet ou na mídia impressa. Leia e confira!



Escrito por André Brown às 21h32
[] [envie esta mensagem
] []





Manifesto aos Cartunistas

Zé Roberto

 
 
Apoio incondicional à Zetti!
 
Devido a visão de quem comanda nosso mercado editorial, muitos dos nossos desenhistas de humor, especialmente os caricaturistas, vislumbram, entre as poucas possibilidades de mostrar seus traços, os salões de humor nacionais e internacionais. Sem dúvida, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, o evento do gênero com maior longevidade no mundo, é uma das opções mais preciosas que temos.
 
Nenhum evento semelhante conseguiria se manter por tantos anos se não fosse pela atuação preciosa de algumas pessoas. Obviamente que ninguém trabalha sozinho, e que nenhum ser humano poderia carregar um piano desse porte sem a mínima ajuda que fosse, mas é inegável a participação eficaz de Maria Ivete Araújo, mais conhecida como Zetti, na coordenação e, principalmente, nas relações entre autoridades e artistas (leia-se cartunistas).
Em todos os eventos semelhantes que costumo ir, em todas as reuniões de desenhistas, todos os encontros de cartunistas, sempre ouvi os melhores comentários a respeito da Zetti. São 30 anos de dedicação ao principal Salão de Humor que temos, e não tem cartunista que não a conheça e não a respeite. A Zetti é hoje uma referência para todos nós, jovens ou veteranos.
 
Desenho de humor e política só caminham de mãos dadas quando o primeiro fica de olho no segundo. E é essa política, mesmo em tempos de democracia, que pretende tirar do nosso convívio a presença irretocável da Zetti. A política tem nome, mas duvido muito que algum cartunista a conheça. Assim como eu não fazia a menor idéia de quem era o Prefeito de Piracicaba até pesquisar no Google, também não sei quem é Rosângela Rizzolo Camolese, a Secretária da Ação Cultural de Piracicaba. E é para esses políticos de carteirinha que todos nós cartunistas devemos nos dirigir e exigir que o trabalho sério e significativo da Zetti seja mantido. Afinal, não se faz salão de humor sem cartunistas, e nós, os cartunistas, não fomos consultados sobre a saída da Zetti da coordenação do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
 
Manifestem-se colegas! Vamos entupir a caixa postal do Prefeito e da tal Secretária de Ação Cultural com e-mails, cartuns e charges contrárias à essa burrice. ( Saiba mais em www.brazilcartoon.com).
 
PREFEITO
BARJAS NEGRI
Rua Antonio Correa Barbosa, 2233 – 11o andar
3403-1040
bnegri@piracicaba.sp.gov.br
 
SECRETÁRIA MUNICIPAL DA AÇÃO CULTURAL - SEMAC
RÔSANGELA MARIA RIZZOLO CAMOLESE
Avenida Maurice Allain, 454
3403-2600
semac@piracicaba.sp.gov.br ou rcamolese@piracicaba.sp.gov.br


Escrito por André Brown às 11h33
[] [envie esta mensagem
] []





O corneteiro de Pirajá em Ipanema

 

Ique com sua chargescultura.

 

André Brown[1]

 

            O corneteiro Luiz Lopes é um personagem lendário da Batalha de Pirajá na Bahia que aconteceu por conseqüência da proclamação da Independência do Brasil em 1822. Alguns textos da história oficial que abordam o fato narram apenas o combate, a atuação dos comandantes do exército brasileiro e da esquadra portuguesa envolvidos no conflito, não citando esse personagem. Porém, segundo conto histórico de Corrêa (1939), quando as tropas portuguesas já teriam praticamente vencido após horas de luta sangrenta, quase dominando o território, a ação do Corneteiro Luiz Lopes mudaria o desfecho da história:

 

Barros Falcão, de um golpe, percebe que chegou o momento de retirar-se. A dois passos está Luiz Lopes, o corneta, que ele conservou sempre ao seu lado, esperando aquele instante desesperador. – Toque retirada! Ordena. O corneta não se move. – Toque retirada, já lhe disse! Grita o comandante pela segunda vez. O corneta vira-lhe as costas. Barros Falcão avança de espada em punho para obrigar o insubordinado a cumprir as suas ordens, mas nesse momento, Luiz Lopes cola a corneta à bôca e claros sons metálicos retinem nos ares. O comandante agita-se surpreendido. – Que é isso? Que é isso? Não é o sinal de retirada que está ouvindo. O que o corneta está soprando loucamente no espaço é o sinal de “avançar cavalaria e degolar”. Param todos, alarmados: o comandante, os oficiais, os soldados. Que cavalaria é aquela que o doido está mandando avançar? No exército português é brutal a surpresa. É a confusão. É o pavor. É a debandada louca. Fogem alucinadamente daquela cavalaria que não existe. Fogem todos, todos feridos por aquele toque de corneta, que vale mais do que cinco horas de tiroteio, mais do que a própria voz dos canhões. (p. 20 -21)

 

O corneta agora volta a cena, desta vez na cidade do Rio de Janeiro, por meio da arte do chargista Ique, autor de escultura do personagem, instalada na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Garcia D’ávila em Ipanema. Luiz Lopes, o corneteiro insubordinado do passado, retorna causando polêmica, incomodando uma comissão de artistas e críticos insatisfeitos com as estéticas adotadas em obras, instaladas na cidade pelas últimas gestões municipais, como informa a matéria de Velasco, (2009):

 

(...) - O Rio tem esculturas de influência neoclássica excelentes, como o D. Pedro I da Praça Tiradentes. A cidade não precisa de peças mal feitas ­­– afirma Cocchiarale.

(...) Pessoas se oferecem para doar e instalar as obras, e isso é aceito imediatamente, independentemente de qualquer critério artístico – diz Magalhães. – A ocupação do espaço é aleatória, não tem preocupação com a qualidade e, em vez de contribuir, deseduca. Para quem mora aqui e ama esta cidade é muito triste passar pela esquina da Garcia D’Ávila com a Visconde de Pirajá. (p.2)

               

A crítica à escultura do Corneteiro deixa transparecer o preconceito antigo contra a estética do desenho de humor, utilizada na obra em questão e popularizada desde o século XIX nas páginas dos jornais. O discurso reproduzido pela comissão de artistas e críticos é retrógrado e pretende perpetuar a arte hegemônica de uma elite produtora de linguagens (CERTEAU, 1994, p.93). Essa prática discursiva sobre arte já foi denunciada por Gombrich (1993) quando escreveu,

(...) Arte com A maiúsculo não existe. Na verdade, Arte com A maiúsculo passou a ser algo como um bicho-papão, como um fetiche. Podemos esmagar um artista dizendo-lhe que o que ele acaba de fazer pode ser excelente ao seu modo, só que não é “Arte.” ( p. 4)

Contrariamente ao pensamento da comissão de críticos e artistas que parece acreditar que a ocupação do espaço é aleatória, não tem preocupação com a qualidade e, em vez de contribuir, deseduca, a imagem escultórica do Corneteiro ensina arte, história, cidadania e outros conhecimentos com bom-humor, criatividade e liberdade de expressão. Considero adequado que a estátua permaneça onde foi instalada gentilmente pelo seu criador, Ique, que pensou a obra para aquele local, como um presente para a cidade do Rio de Janeiro.

 

Referências Bibliográficas:

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1.artes de fazer. 8ª ed. Petrópolis: Vozes, 1994.

CORRÊA, Viriato. Meu torrão – contos da história pátria. 2ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1939.

GOMBRICH, E. H. A história da arte. 15ª ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1993.

VELASCO, Suzana. Artistas e críticos pedem política de ocupação das áreas públicas do Rio. Segundo Caderno de O Globo, p. 2, 19 jul. 2009.



[1]Mestre em Educação e cartunista, membro do grupo de pesquisa “Linguagens desenhadas e educação”, coordenado por Paulo Sgarbi, do Laboratório de Educação e Imagem, coordenado por Nilda Alves, ambos no Proped / UERJ. É bolsista TCT5, da Faperj. Publica o Blog http://cartumfazescola.zip.net/ Contato: andre_brown@uol.com.br

 

 



Escrito por André Brown às 11h33
[] [envie esta mensagem
] []





O trabalho com fanzines em sala de aula continua


                                                                                                             
FOTO: Tainá


 

 



Escrito por André Brown às 20h39
[] [envie esta mensagem
] []





 Lembrando da Exposição dos Cartunistas Mineiros

 

André Brown, Lucio Muruci, Lor, Lapí e Cau (1995). Foto cedida pelo pesquisador Lucio Muruci.

 

 

A exposição aconteceu de 24/06 a 02/07 de 1995, no
Museu da República, Palácio do Catete.

O texto do catálogo diz o seguinte:

"Minas Gerais tem sido um estado fértil em cartunistas por várias
gerações. São vários profissionais reconhecidos nacional e
internacionalmente desde o saudoso mangabeira, passando por Borjalo,
Zelio, Oldack Esteves, Caulos e Henfil, seguindo-se os filhotes do
pasquim como Nani, Nilson, Afo, Son Salvador, Mário Vale, Duayer,
Mayrink e Lor, e chegando
aos mais novos como Aroeira, Chico Marinho, Nelson Cruz , Cau e Lute.

Boa parte destes cartunistas trabalha na imprensa mineira e de outros
estados e países. São reconhecidos em inúmeros salões através da
conquista de sucessivos prêmios. A maior parte deles estará presente
na mostra de cartuns que Minas leva agora ao Rio."

 

Na ocasião Ziraldo expôs os desenhos originais do ilustrador Alceu Pena (revista O Cruzeiro) , personagens femininas que utilizou como referência para a sua Professora Maluquinha. A abertura da exposição foi regada à cachaça mineira. Os destaques foram os originais do personagem do Mineirinho de Ziraldo e os cartuns de Borjalo. Eu estava lá apenas curtindo a minha cachaça: o humor gráfico brasileiro.



Escrito por André Brown às 03h30
[] [envie esta mensagem
] []





Fanzines e Quadrinhos na XIV Semana da Educação da UERJ

Apresentei a Oficina de fanzines como prática de ensino na XIV Semana da Educação, evento comemorativo dos 70 anos de Pedagogia no Brasil, promovido pela Faculdade de Educação da UERJ. Simultaneamente, o Prof. Carlos Victor, também membro do grupo de pesquisa Linguagens desenhadas e educação (ProPED / UERJ), fazia a apresentação do seu trabalho sobre os softwares que auxiliam na criação de  histórias em quadrinhos. Encerramos as atividades reunindo os participantes das duas oficinas, promovendo o debate e a troca de idéias sobre os dois trabalhos acadêmicos. 

                                                                    Foto: Pedro Camilo

Na ocasião fiz um fanzine para demonstração da linguagem, sem uso das novas tecnologias, contando apenas com lápis e hidrocor. Assim surgiu o fanzine Notícias da Pocilga, que traz os fatos daquele período na cidade do Rio de Janeiro, como a queda do helicóptero da PM e a epidemia de gripe suína. A XIV Semana da Educação da UERJ  aconteceu de 20 a 22 de outubro de 2009.



Escrito por André Brown às 01h30
[] [envie esta mensagem
] []





João Buracão é homenageado pela Confraria do Garoto

André Brown

 

 

O ilustre personagem carioca João Buracão mereceu, pelos serviços prestados à cidade do Rio de Janeiro, homenagem em grande estilo liderada por Nelson Couto, o Xerife, da Confraria do Garoto. Bastou o homenageado chegar a Praça Saenz Peña na Tijuca e um buraco foi fechado imediatamente na Rua Conde de Bonfim.

Ao som dos clarins, tuba e piston que executavam a 9ª Sinfonia de Beethoven, vestido com uma bela gravata francesa e paletó novo, sobre longo tapete vermelho, Buracão, segurando uma taça de champanhe, recebeu da Confraria o título de Carioca da Gema. Aceitei o convite por entender que o ato público era um exercício de cidadania, típico da Confraria do Garoto, que sempre representa o bom humor carioca e a crítica social em suas atividades. Estive presente com uma charge que fiz especialmente para a ocasião. Durante o evento, que foi registrado pelo Jornal Extra, Xerife declarou: ­

João Buracão não é gente, mas faz!



Escrito por André Brown às 22h28
[] [envie esta mensagem
] []





 

OFICINA DE FANZINES COMO PRÁTICA DE ENSINO

André Brown

Realizei junto aos meus alunos da Faculdade de Educação da UERJ , na disciplina Tecnologias em educação , oficinas de fanzines . Segundo Guimarães (2009),

de um modo geral o ‘fanzine’ é toda publicação feita pelo fã. Seu nome vem da contração de duas palavras inglesas e significa literalmente 'revista do fã' (‘fanatic magazine’). Alguns estudiosos do assunto consideram fanzine somente a publicação que traz textos, informações, matérias sobre algum assunto. Quando a publicação traz produção artística inédita seria chamada Revista Alternativa. No entanto, o termo fanzine se disseminou de tal forma que hoje engloba todo tipo de publicação que tenha caráter amador, que seja feita sem intenção de lucro, pela simples paixão pelo assunto enfocado.

A idéia inicial foi apresentar a oficina como proposta para práticas de ensino na escola. Pensei nesta atividade influenciado pela conhecida experiência de Freinet(1) com a imprensa escolar, quando inseriu, em sua sala de aula, uma máquina gráfica de impressão de jornais para estimular a leitura, a criação de textos e imagens pelos seus alunos, que passaram a editar um jornal escolar. Optei pelo fanzine tentando adaptar essa idéia, pensando na nossa realidade diferente da experimentada por Freinet, que comprou a máquina com meios próprios e a instalou em sua sala de aula. Não temos máquina semelhante à utilizada por Freinet, mas as tecnologias permitem que façamos os projetos em classe com diferentes maneiras de fazer (CERTEAU,1994). Outro motivo para minha escolha dos fanzines como recurso pedagógico foi minha vivência como fanzineiro no início da década de 90.

Antes da primeira aula, eu já havia planejado como iria apresentar os fanzines para as duas turmas de primeiro período com as quais estava trabalhando. Os fanzines , por fazerem parte de culturas alternativas, ou do chamado underground , talvez não fossem conhecidos por todos os alunos. Como estava prevendo um primeiro estranhamento por boa parte dos alunos, recorri ao acervo do Grupo de Pesquisa Linguagens desenhadas e educação (ProPEd/UERJ) , que contém muitos exemplares de fanzines de várias épocas. Levei estas publicações para a sala de aula e mostrei para as turmas a diversidade de temas, formatos, técnicas de montagem e impressão. Percebendo a dificuldade de alguns alunos de entenderem a estética, o movimento de fazer fanzines com a característica de expressão livre de idéias, inerente a este meio, também levei as turmas à sala do grupo de pesquisa onde apresentei, com o Prof. Paulo Sgarbi, a gibiteca para que tivessem contato com os diversos fanzines do acervo e com nosso Estúdio de Desenho, onde fazemos ilustrações e quadrinhos para textos relacionados à pesquisa em educação.

Propus, em seguida, que os alunos, organizados em grupos, escolhessem temas para criarem seus próprios fanzines nas aulas seguintes. Para que isso fosse possível, sugeri que trouxessem materiais para a sala de aula, textos e imagens para montagem das páginas com colagem. Alguns alunos desenharam e teceram seus próprios textos, ilustrações e quadrinhos, utilizando computador ou não. Simultaneamente à elaboração dos fanzines , fizemos leituras, discussões sobre mídia e educação, ideologias, linguagens, tecnologias e seus usos na educação.


O trabalho foi realizado a partir da adesão dos alunos à criação dos fanzines que foram a mim entregues no final do período após ter registrado durante as aulas algumas das etapas de criação, através de fotografias. Tentei, em parceria com os alunos, oportunizar, em sala de aula, um caminho de contraposição à ideologia quase industrial, tão comum em algumas escolas tradicionais, que supervaloriza resultados em detrimento da observação dos processos de criação (OSTROWER, 2008) e maneiras de fazer (CERTEAU, 1994).

. . . . . . . . . . .

 

Esse texto foi publicado originalmente no jornal online Redes Educativas e Currículos Locais Ano 2 número 11 / maio de 2009. O jornal é uma publicação do Laboratório Educação e Imagem (ProPEd / UERJ).

 

André Brown: Mestre em Educação e cartunista, membro do grupo de pesquisa “Linguagens desenhadas e educação”, coordenado por Paulo Sgarbi, do Laboratório de Educação e Imagem, coordenado por Nilda Alves, ambos no Proped / UERJ.

 

Referências bibliográficas (ou textuais):

(1)Celestin Freinet (Gars, 15 de outubro de 1896 - Vence, 8 de outubro de 1966) foi um pedagogo francês, um importante reformador da pedagogia de sua época, cujas propostas continuam uma grande referência para a educação nos dias atuais. Disponível em http://pt.wikipedia.org acesso em 11/06/2008.

CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano – 1. Artes de fazer. 8 ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 1994.

GUIMARÃES, Edgard. Algo sobre fanzines. Disponível em http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=41&rv=Literatura acesso em 10/06/2009.

OSTROWER, Fayga Perla. Criatividade e processos de criação. 22 ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2008.



Escrito por André Brown às 20h18
[] [envie esta mensagem
] []





 

Oficina de Desenho André Brown & Alessandra Nogueira no Instituto Tocando em Você

A Oficina de Desenho está funcionando no Instituto Tocando em Você (ITV), atuante escola de artes da Tijuca. As aulas da Oficina de Desenho acontecem aos sábados, das 8:00 às 12:00 h, na rua General Roca, 518, na Tijuca. Nosso telefone é (21) 2567-4378 e o e-mail oficinadedesenho@uol.com.br , inscrições no local.

Oferecemos os seguintes cursos:

Desenho e Pintura

Desenho de Histórias em Quadrinhos

Desenho de Humor (charges, cartuns, caricaturas e tiras)

Habilidade Específica (preparatório para o vestibular)



Escrito por André Brown às 23h50
[] [envie esta mensagem
] []





Sketchcrawl

Sábado, dia 19 de setembro, é dia de Sketchcrawl, a maratona mundial de desenho.

Pessoas no mundo inteiro vão às ruas, sozinhas ou em grupo, para desenhar pelo prazer de desenhar. Sem inscrição, taxas, regras ou chatices de qualquer tipo, basta querer e ir.

No dia seguinte pessoas do mundo inteiro postam suas imagens no Fórum Internacional do evento, onde podemos interagir e conhecer as cidades dos colegas do mundo inteiro, através de seus desenhos.Cada um pode participar onde quiser, da forma que quiser, ou organizar grupos para desenhar com os amigos. Mais detalhes sobre o evento, endereços e links podem ser encontrados no blog Sketcheria, ou no post com todos os links do Sketchcrawl Brasil, inclusive com as reportagens onde o encontro foi destaque, quebrando o recorde mundial de participantes por duas vezes consecutivas.

Rabisque seu caderno!



Escrito por André Brown às 15h56
[] [envie esta mensagem
] []





TESTE DE HABILIDADE ESPECÍFICA NO VESTIBULAR: É HORA DE DESENHAR

 

O Teste de Habilidade Específica (T.H.E.) é uma avaliação que pode reprovar e impedir que os candidatos ingressem nas carreiras escolhidas nos vestibulares da UFRJ, UFF, UNIRIO e PUC-RJ, nas áreas de Arquitetura, Desenho Industrial / Programação Visual (Design), Belas Artes, Cenografia, Licenciaturas em Arte ou Desenho.

 

 

 

A Designer Alessandra Nogueira (ESDI-UERJ) orientando seus alunos na Oficina de Desenho.

 

 

 

Um bom caminho para os candidatos é começar o quanto antes a prática de desenho e a resolução de questões de provas dos anos anteriores nos cursos  que oferecem o preparatório para os Testes de Habilidade Específica.

A Oficina de Desenho André Brown & Alessandra Nogueira, por exemplo, tem a experiência de mais de uma década preparando e aprovando praticamente 100% de seus alunos nos vestibulares (T.H.Es).

Mais informações sobre a Oficina de Desenho e o curso preparatório para os T.H.E.s:

e-mail: oficinadedesenho@uol.com.br

tel: (21) 2567-4378



Escrito por André Brown às 11h51
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]