Lembrando da Exposição dos Cartunistas Mineiros 
André Brown, Lucio Muruci, Lor, Lapí e Cau (1995). Foto cedida pelo pesquisador Lucio Muruci.
A exposição aconteceu de 24/06 a 02/07 de 1995, no Museu da República, Palácio do Catete.
O texto do catálogo diz o seguinte:
"Minas Gerais tem sido um estado fértil em cartunistas por várias gerações. São vários profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente desde o saudoso mangabeira, passando por Borjalo, Zelio, Oldack Esteves, Caulos e Henfil, seguindo-se os filhotes do pasquim como Nani, Nilson, Afo, Son Salvador, Mário Vale, Duayer, Mayrink e Lor, e chegando aos mais novos como Aroeira, Chico Marinho, Nelson Cruz , Cau e Lute.
Boa parte destes cartunistas trabalha na imprensa mineira e de outros estados e países. São reconhecidos em inúmeros salões através da conquista de sucessivos prêmios. A maior parte deles estará presente na mostra de cartuns que Minas leva agora ao Rio." Na ocasião Ziraldo expôs os desenhos originais do ilustrador Alceu Pena (revista O Cruzeiro) , personagens femininas que utilizou como referência para a sua Professora Maluquinha. A abertura da exposição foi regada à cachaça mineira. Os destaques foram os originais do personagem do Mineirinho de Ziraldo e os cartuns de Borjalo. Eu estava lá apenas curtindo a minha cachaça: o humor gráfico brasileiro.
Escrito por André Brown às 03h30
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Fanzines e Quadrinhos na XIV Semana da Educação da UERJ Apresentei a Oficina de fanzines como prática de ensino na XIV Semana da Educação, evento comemorativo dos 70 anos de Pedagogia no Brasil, promovido pela Faculdade de Educação da UERJ. Simultaneamente, o Prof. Carlos Victor, também membro do grupo de pesquisa Linguagens desenhadas e educação (ProPED / UERJ), fazia a apresentação do seu trabalho sobre os softwares que auxiliam na criação de histórias em quadrinhos. Encerramos as atividades reunindo os participantes das duas oficinas, promovendo o debate e a troca de idéias sobre os dois trabalhos acadêmicos. Foto: Pedro Camilo
 Na ocasião fiz um fanzine para demonstração da linguagem, sem uso das novas tecnologias, contando apenas com lápis e hidrocor. Assim surgiu o fanzine Notícias da Pocilga, que traz os fatos daquele período na cidade do Rio de Janeiro, como a queda do helicóptero da PM e a epidemia de gripe suína. A XIV Semana da Educação da UERJ aconteceu de 20 a 22 de outubro de 2009. 
Escrito por André Brown às 01h30
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João Buracão é homenageado pela Confraria do Garoto
André Brown

O ilustre personagem carioca João Buracão mereceu, pelos serviços prestados à cidade do Rio de Janeiro, homenagem em grande estilo liderada por Nelson Couto, o Xerife, da Confraria do Garoto. Bastou o homenageado chegar a Praça Saenz Peña na Tijuca e um buraco foi fechado imediatamente na Rua Conde de Bonfim.

Ao som dos clarins, tuba e piston que executavam a 9ª Sinfonia de Beethoven, vestido com uma bela gravata francesa e paletó novo, sobre longo tapete vermelho, Buracão, segurando uma taça de champanhe, recebeu da Confraria o título de Carioca da Gema. Aceitei o convite por entender que o ato público era um exercício de cidadania, típico da Confraria do Garoto, que sempre representa o bom humor carioca e a crítica social em suas atividades. Estive presente com uma charge que fiz especialmente para a ocasião. Durante o evento, que foi registrado pelo Jornal Extra, Xerife declarou: – João Buracão não é gente, mas faz!
Escrito por André Brown às 22h28
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OFICINA DE FANZINES COMO PRÁTICA DE ENSINO André Brown
Realizei junto aos meus alunos da Faculdade de Educação da UERJ , na disciplina Tecnologias em educação , oficinas de fanzines . Segundo Guimarães (2009), de um modo geral o ‘fanzine’ é toda publicação feita pelo fã. Seu nome vem da contração de duas palavras inglesas e significa literalmente 'revista do fã' (‘fanatic magazine’). Alguns estudiosos do assunto consideram fanzine somente a publicação que traz textos, informações, matérias sobre algum assunto. Quando a publicação traz produção artística inédita seria chamada Revista Alternativa. No entanto, o termo fanzine se disseminou de tal forma que hoje engloba todo tipo de publicação que tenha caráter amador, que seja feita sem intenção de lucro, pela simples paixão pelo assunto enfocado. A idéia inicial foi apresentar a oficina como proposta para práticas de ensino na escola. Pensei nesta atividade influenciado pela conhecida experiência de Freinet(1) com a imprensa escolar, quando inseriu, em sua sala de aula, uma máquina gráfica de impressão de jornais para estimular a leitura, a criação de textos e imagens pelos seus alunos, que passaram a editar um jornal escolar. Optei pelo fanzine tentando adaptar essa idéia, pensando na nossa realidade diferente da experimentada por Freinet, que comprou a máquina com meios próprios e a instalou em sua sala de aula. Não temos máquina semelhante à utilizada por Freinet, mas as tecnologias permitem que façamos os projetos em classe com diferentes maneiras de fazer (CERTEAU,1994). Outro motivo para minha escolha dos fanzines como recurso pedagógico foi minha vivência como fanzineiro no início da década de 90. Antes da primeira aula, eu já havia planejado como iria apresentar os fanzines para as duas turmas de primeiro período com as quais estava trabalhando. Os fanzines , por fazerem parte de culturas alternativas, ou do chamado underground , talvez não fossem conhecidos por todos os alunos. Como estava prevendo um primeiro estranhamento por boa parte dos alunos, recorri ao acervo do Grupo de Pesquisa Linguagens desenhadas e educação (ProPEd/UERJ) , que contém muitos exemplares de fanzines de várias épocas. Levei estas publicações para a sala de aula e mostrei para as turmas a diversidade de temas, formatos, técnicas de montagem e impressão. Percebendo a dificuldade de alguns alunos de entenderem a estética, o movimento de fazer fanzines com a característica de expressão livre de idéias, inerente a este meio, também levei as turmas à sala do grupo de pesquisa onde apresentei, com o Prof. Paulo Sgarbi, a gibiteca para que tivessem contato com os diversos fanzines do acervo e com nosso Estúdio de Desenho, onde fazemos ilustrações e quadrinhos para textos relacionados à pesquisa em educação. Propus, em seguida, que os alunos, organizados em grupos, escolhessem temas para criarem seus próprios fanzines nas aulas seguintes. Para que isso fosse possível, sugeri que trouxessem materiais para a sala de aula, textos e imagens para montagem das páginas com colagem. Alguns alunos desenharam e teceram seus próprios textos, ilustrações e quadrinhos, utilizando computador ou não. Simultaneamente à elaboração dos fanzines , fizemos leituras, discussões sobre mídia e educação, ideologias, linguagens, tecnologias e seus usos na educação. 
O trabalho foi realizado a partir da adesão dos alunos à criação dos fanzines que foram a mim entregues no final do período após ter registrado durante as aulas algumas das etapas de criação, através de fotografias. Tentei, em parceria com os alunos, oportunizar, em sala de aula, um caminho de contraposição à ideologia quase industrial, tão comum em algumas escolas tradicionais, que supervaloriza resultados em detrimento da observação dos processos de criação (OSTROWER, 2008) e maneiras de fazer (CERTEAU, 1994). . . . . . . . . . . . Esse texto foi publicado originalmente no jornal online Redes Educativas e Currículos Locais Ano 2 número 11 / maio de 2009. O jornal é uma publicação do Laboratório Educação e Imagem (ProPEd / UERJ). André Brown: Mestre em Educação e cartunista, membro do grupo de pesquisa “Linguagens desenhadas e educação”, coordenado por Paulo Sgarbi, do Laboratório de Educação e Imagem, coordenado por Nilda Alves, ambos no Proped / UERJ.
Referências bibliográficas (ou textuais): (1)Celestin Freinet (Gars, 15 de outubro de 1896 - Vence, 8 de outubro de 1966) foi um pedagogo francês, um importante reformador da pedagogia de sua época, cujas propostas continuam uma grande referência para a educação nos dias atuais. Disponível em http://pt.wikipedia.org acesso em 11/06/2008. CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano – 1. Artes de fazer. 8 ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 1994. GUIMARÃES, Edgard. Algo sobre fanzines. Disponível em http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=41&rv=Literatura acesso em 10/06/2009. OSTROWER, Fayga Perla. Criatividade e processos de criação. 22 ed. Petrópolis-RJ: Vozes, 2008.
Escrito por André Brown às 20h18
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Oficina de Desenho André Brown & Alessandra Nogueira no Instituto Tocando em Você 
A Oficina de Desenho está funcionando no Instituto Tocando em Você (ITV), atuante escola de artes da Tijuca. Essa parceria vem se desenhando há alguns anos, em conversas com a Professora Simone Colucci, Vice-Presidente do ITV, que sempre foi receptiva à ideia de atividades conjuntas da nossa Oficina nos eventos e projetos culturais que realiza. A Oficina de Desenho funciona aos sábados, das 8:00 às 12:00 h, na rua General Roca, 518, na Tijuca. Nosso telefone é (21) 2570-0132 e o e-mail oficinadedesenho@uol.com.br Oferecemos os seguintes cursos: Desenho e Pintura Desenho de Histórias em Quadrinhos Desenho de Humor (charges, cartuns, caricaturas e tiras) Habilidade Específica (preparatório para o vestibular)
Escrito por André Brown às 23h50
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Sketchcrawl

Sábado, dia 19 de setembro, é dia de Sketchcrawl, a maratona mundial de desenho. Pessoas no mundo inteiro vão às ruas, sozinhas ou em grupo, para desenhar pelo prazer de desenhar. Sem inscrição, taxas, regras ou chatices de qualquer tipo, basta querer e ir. No dia seguinte pessoas do mundo inteiro postam suas imagens no Fórum Internacional do evento, onde podemos interagir e conhecer as cidades dos colegas do mundo inteiro, através de seus desenhos.Cada um pode participar onde quiser, da forma que quiser, ou organizar grupos para desenhar com os amigos. Mais detalhes sobre o evento, endereços e links podem ser encontrados no blog Sketcheria, ou no post com todos os links do Sketchcrawl Brasil, inclusive com as reportagens onde o encontro foi destaque, quebrando o recorde mundial de participantes por duas vezes consecutivas. Rabisque seu caderno!
Escrito por André Brown às 15h56
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TESTE DE HABILIDADE ESPECÍFICA NO VESTIBULAR: É HORA DE DESENHAR O Teste de Habilidade Específica (T.H.E.) é uma avaliação que pode reprovar e impedir que os candidatos ingressem nas carreiras escolhidas nos vestibulares da UFRJ, UFF, UNIRIO e PUC-RJ, nas áreas de Arquitetura, Desenho Industrial / Programação Visual (Design), Belas Artes, Cenografia, Licenciaturas em Arte ou Desenho. 
A Designer Alessandra Nogueira (ESDI-UERJ) orientando seus alunos na Oficina de Desenho. Um bom caminho para os candidatos é começar o quanto antes a prática de desenho e a resolução de questões de provas dos anos anteriores nos cursos que oferecem o preparatório para os Testes de Habilidade Específica. A Oficina de Desenho André Brown & Alessandra Nogueira, por exemplo, tem a experiência de mais de uma década preparando e aprovando praticamente 100% de seus alunos nos vestibulares (T.H.Es). Mais informações sobre a Oficina de Desenho e o curso preparatório para os T.H.E.s: e-mail: oficinadedesenho@uol.com.br tel: (21) 2570 - 0132
Escrito por André Brown às 11h51
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Uma pena que parou André Brown foto: Zé Roberto 
Faleceu no dia 15/04/2009, aos 37 anos, o cartunista, ilustrador, animador e professor de desenho Adilson Miguel Mendonça em decorrência de Tuberculose Linfática. Foi sepultado no dia seguinte no cemitério de Vila Rosali em São João de Meriti-RJ. Conheci o Adilson e tornei-me seu amigo em 1994 quando foi integrar a equipe de professores do curso de desenho onde eu trabalhava. Desde o início percebi que se tratava de um grande talento do desenho, além disso, apesar das adversidades que enfrentava no seu cotidiano de jovem artista, era bem-humorado, fazendo sempre piadas das próprias dificuldades. Adilson era dono de uma maneira muito pessoal de desenhar, com excelente arte-final feita a bico de pena de ponta torta que só ele sabia usar com destreza. Todos nós desenhistas a sua volta ficávamos olhando, e algumas vezes tentando reproduzir sua técnica e velocidade, sem conseguirmos êxito. Foi aluno do cartunista Zé Roberto no SENAC. Foto: Zé Roberto 
Da esquerda para direita a caricaturista Laurelice, os cartunistas Adilson, André Brown e Origenes da Costa Júnior no lançamento do jornal A Graúna, em 20 de julho de 1995, na Sala Raul Seixas / FUNIARTE (Campo de São Bento - Niterói - RJ). Participamos de exposições coletivas, de publicações alternativas. Junto com o Zé Roberto e outros artistas do lápis fizemos o jornal A Graúna, título homônimo ao conhecido personagem do Henfil. Adilson aprendeu animação na Intervalo com o Diretor de Animação Levi Luz e se dedicou a essa área, desenvolvendo personagens e vinhetas animadas para TV. Depois trabalhamos mais uma vez em uma pequena equipe de desenho liderada pelo então desenhista e atual Diretor de Animação Clewerson Saremba. Participou dessa equipe também o animador Paulo Luna que foi aluno do Adilson. Nos últimos sete anos Adilson era ilustrador da Editora Betel, onde criava desenhos para revistas e livros infantis de cunho evangélico. Infelizmente Adilson não teve o reconhecimento do grande público, o que não faz sua arte menor. Os desenhos do Adilson mereceram elogios do cartunista Maurício de Sousa, sua principal influência entre os cartunistas, durante a 2ª Bienal Internacional de Quadrinhos no Rio de Janeiro, nesta ocasião teve um exemplar de revista de coleção nº1 da Turma da Mônica autografada pelo mestre dos quadrinhos brasileiros. Reproduzo aqui, como uma singela homenagem ao amigo Adilson, dois de seus cartuns do Reino de Tel, principal turma de personagens do cartunista, publicadas no jornal A Graúna em 1995. 
Escrito por André Brown às 20h31
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“ABI — 100 anos de luta pela liberdade” É o tema da exposição que reúne a arte de grandes cartunistas, em celebração ao centenário da Associação Brasileira de Imprensa. A mostra será franqueada ao público no dia 18 de março, no Centro Cultural da Justiça Federal (Avenida Rio Branco, 241, Centro do Rio). A noite da abertura, 17 de março, às 19 horas, contará com a apresentação do grupo musical formado por Chico e Paulo Caruso, Aroeira e Luiz Fernando Veríssimo, que virá especialmente de Porto Alegre para o show.  Entre os artistas que participam do evento estão Adail, Airon, Alvino, Amorim, André Brown, Arionauro, Aroeira, Bruno Drummond, Chico Caruso, Chiquinha, Cruz, Daniel Mendes, Deivid, Eduardo Caldari, Gilmar, Guidacci, Guto Lins, Hemetério, Izidro, Jaguar, João, J.Bosco, Marcelo Monteiro, Marguerita, Marta Strauch, Maurício Veneza, Nani, Nei Lima, Paulo Caruso, Ray Costa, Spacca, Veríssimo, Ykenga, Zé Roberto e Ziraldo.
Zé Roberto (Cartunista e Curador da exposição) http://www.zerobertograuna.blogspot.com/
Escrito por André Brown às 19h13
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Estúdio de quadrinhos na UERJ Foram iniciados no dia 18/02/2009 os trabalhos do estúdio de quadrinhos criado pelo Grupo de Pesquisa Linguagens Desenhadas e Educação (ProPEd / UERJ). No primeiro dia de funcionamento do estúdio estiveram presentes desenhando André Brown, Roberto Hollanda e Ronaldo Silva, todos membros do grupo de pesquisa. 
O processo criativo partiu de uma idéia para uma primeira história em quadrinhos de ficção científica sobre usos de tecnologias e controle social. A linha de trabalho do estúdio privilegiará a criação de histórias em quadrinhos, charges, ilustrações com diversos temas e que possam servir também como recurso pedagógico. O Grupo de Pesquisa Linguagens Desenhadas e Educação é coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Sgarbi no ProPEd - UERJ.
Escrito por André Brown às 12h08
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Revista para quem pesquisa histórias em quadrinhos

Está nas bancas a revista Discutindo Literatura n°5 - Especial Quadrinhos da editora Escala Educacional. A publicação traz na capa foto de Ziraldo ao lado de seu personagem Menino Maluquinho indicando a impactante entrevista feita por Heitor Pitombo com o cartunista/escritor que fala de sua carreira artística expondo idéias sobre Educação e a sociedade brasileira. Ziraldo chega a afirmar que
(...) As autoridades deveriam parar todo o ensino fundamental e ensinar as pessoas a ler, escrever e fazer as quatro operações. (...) Um povo que lê sabe escolher melhor, sabe reivindicar melhor. Por isso eu falo e insisto: a questão da leitura no Brasil é emergencial. Temos 90% de analfabetos funcionais. (p.54)
A revista contém artigos diversos sobre as histórias em quadrinhos. Destaco o texto intitulado O uso das histórias em quadrinhos como recurso pedagógico da Prof.ª Maria Cecília Amaral , enriquecedor para quem pretende conhecer um pouco mais sobre algumas relações possíveis entre quadrinhos e Educação. Vale conferir: um exemplar da revista custa apenas R$ 7,90.
A seguir relaciono os títulos dos demais artigos que integram a revista indicando seus respectivos autores:
- Literatura e Quadrinhos - Uma relação onde não existe crise
Heitor Pitombo
- Os Bastidores da Literatura Desenhada
Jô Fevereiro e Francisco Vilachã
- Os Filhos da Ditadura
Marcelo Naranjo
- A Maturidade dos Quadrinhos Atuais
Claudio Martini
- O Panorama Mundial das HQ
Marco Ajdaric
- Edgard Allan Poe em Quadrinhos
Worney Almeida de Souza
- Literatura Desenhada
Júlio Schneider
- A Revolução Inglesa
Heitor Pitombo
- O Brasil foi o primeiro país a valorizar a cultura dos quadrinhos
Álvaro de Moyá
- O senhor dos Quadrinhos
Franco de Rosa
- Glossário
Franco de Rosa
Escrito por André Brown às 23h25
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Foucault não ia à minha escola, mas mandava representantes
Winston Sacramento
Mestre em Educação pela Puc-RJ
The Wall, clássico da banda de rock inglês Pink Floyd, é o que salta de meu museu de imagens. A cena que imortalizou o clichê mais outsider do cinema, onde crianças ateiam fogo a uma escola parece realizar-se, como profecia. Nunca quis atear fogo à escola, embora, vez ou outra, tramasse em segredo contra alguns professores, além de um punhado de diretores e inspetores. Esse texto procura tratar de alguma de minhas lembranças escolares, a partir de postulações de Foucault presentes em "Vigiar e punir". O ano é o longínquo 1977, eu acabara de chegar à primeira série primária. Agora, eu, de fato, iria começar a estudar - me diziam. Entre as novidades pedagógicas daquele ano, estava a lista que a professora elaborava, ao longo do dia, com o nome daqueles alunos criadores de caso, bagunceiros, mal criados. Se, ao final do dia, o aluno permanecesse com o nome na lista, seria punido com deveres de casa extras e recados para os pais no caderno. No caso de se levar bilhete para casa, a coisa complicava, pois era quase certo que alguns tapas e puxões de orelha iriam fazer parte da reprimenda doméstica. O que determinava se um nome permaneceria até o final do dia na lista era o comportamento após ter sido incluído nela. Havia certo requinte na organização daquela lista. Se, depois de ser incluído nela, o aluno continuasse a fazer bagunça, seu nome era acrescido de uma cruz, isso tornava a absolvição mais complicada, pois primeiro ele precisaria livrar-se daquela cruz para, só então, limpar o nome da lista. Foucault aponta o movimento de reorganização do ensino elementar de meados do séc. XVIII como um momento privilegiado para o desenvolvimento da vigilância hierárquica nas escolas. Para ajudar o mestre, Batencour escolhe, entre os melhores alunos, toda uma série de "oficiais", intendentes, observadores, monitores, repetidores, recitadores de orações, oficiais de escrita, recebedores de tinta, capelães e visitadores. Os papéis, assim definidos são de duas ordens: uns correspondem a tarefas materiais; outros são da ordem da fiscalização: "os 'observadores' devem anotar quem sai do banco, quem conversa, quem não tem o terço ou o livro de orações, quem se comporta mal na missa, quem comete alguma imodéstia, conversa ou grita na rua (...)" Mais de dois séculos separavam a minha turma das escolas relatadas por Foucault, o que não me impediu de conhecer os tais "observadores" e seus congêneres. Invariavelmente, a professora delegava funções muito semelhantes às descritas por Foucault aos melhores alunos, ou melhor, às meninas mais bem comportadas. Bastava que ela saísse da sala por algum motivo para que a escolhida exercesse o poder com toques de sadismo e perversidade. Era nessas ocasiões que havia o revide de todas as sacanagens de que eram alvo aquelas gurias. Puxões de cabelo, filas furadas na hora do recreio, boladas, mochilas escondidas, entre outras coisas, seriam vingadas naquela lista. Qualquer coisa era motivo para entrar na lista. - Levantou para fazer ponta no lápis? Já botei seu nome na lista! - Olhou para trás? Vou botar uma cruz no seu nome! - Falou alguma coisa com o colega da frente? Mais uma cruz! Por mais de uma vez, a lista foi entregue à professora com nomes tão cheios de cruzes que seriam necessárias algumas 'reencarnações' para limpar a barra daqueles coitados. Além da responsável oficial, sempre surgiam mais duas ou três que se autonomeavam para a função de "observadoras", o que inviabilizava a possibilidade das listas, já que, no final das contas, cada uma tinha a sua lista e, por conta disso, a turma toda acabava fazendo parte dela. Por fim, alguns alunos faziam uso da "ocasião" e incitavam as meninas umas contra as outras, de tal forma que elas eram incluídas nas listas de suas respectivas rivais. O resumo da ópera é que ninguém, nem mesmo a professora, conseguia entender ou dar razão a nenhuma delas e as listas por completo acabavam sendo dispensadas. Para Foucault, a punição disciplinar é parte de um sistema que opera a partir do binômio gratificação/sanção. Tem-se aí a matriz para o processo de treinamento e correção: "a divisão segundo as classificações ou os graus tem um duplo papel: marcar os desvios, hierarquizar as qualidades, as competências e as aptidões; mas também castigar e recompensar. A disciplina recompensa unicamente pelo jogo das promoções que permitem hierarquias e lugares; pune rebaixando e degradando. O próprio sistema de classificação vale com recompensa ou punição." Até que ponto essas histórias guardam relação com a lógica de Foucault em "Vigiar e punir" eu não sei, mas é certo que foram impactantes o suficiente para que eu as pudesse guardar até aqui.
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Fiz esse desenho para ilustrar o texto acima de Winston Sacramento,
na coluna do nosso grupo de pesquisa Linguagens Desenhadas e educação
coordenado pelo Prof. Dr. Paulo Sgarbi.
O texto e a imagem foram publicados originalmente
no Jornal A Página da Educação Nº 184 (Portugal).
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Escrito por André Brown às 01h17
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4º ENCONTRO ANUAL DOS CARTUNISTAS
O evento organizado pelo cartunista Ferreth e a Confraria do Peru Sadio, aconteceu no dia 06/12/2008 no Sindicato do Chopp, localizado no bairro do Leme (RJ). O cartunista homenageado deste ano foi o Nani.
foto: André Brown

Nani recebendo uma placa de homenagem do Ferreth.
Outros artistas do traço compareceram ao encontro expondo seus trabalhos, charges, cartuns e caricaturas. Estiveram presentes, Agner, André Brown, Aviz, Chico Caruso, Ediel , Edra, Ferreth, Guidacci, Johandson, Léo Martins, Luimar, Ney Lima, Rê, Souza, Ykenga, Zé Roberto.
Escrito por André Brown às 18h15
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Fazendo quadrinhos sobre História e Culturas Afro-brasileiras na Escola


Para fazer esta história em quadrinhos, o primeiro passo foi realizar oficinas de desenho com os alunos do oitavo ano. A proposta foi trabalhar com os conteúdos de História do Brasil já abordados em sala de aula. Procurei mostrar durante o processo criativo dos alunos algumas maneiras de fazer personagens de histórias em quadrinhos e seus movimentos no quadro de giz. Como referência durante as oficinas foi exibido também o filme Quilombo de Cacá Diegues. A criação partiu das imagens, contando também como fonte de consulta com o livro "O Engenho Colonial" de Luiz Alexandre de Teixeira Júnior, da Editora Ática que contém belos desenhos do ilustrador Negreiros.
Escrito por André Brown às 10h52
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90 ANOS
INSURREIÇÃO ANARQUISTA NO RIO DE JANEIRO 1918 – 2008

Seminário
Dia 19 de novembro de 2008
De 9h às 18h
IFCS/UFRJ, Sala Evaristo de Moraes Filho (109).
Convidados
Milton Lopes (NPMC)
Sérgio Mesquita (NPMC)
Marcos Santana (AMORJ/GEA/PPGHC)
Carlos Augusto Addor (NEC/UFF)
Alexandre Samis (GEA)
Realização: AMORJ, NPMC e GEA
amorj@ifcs.ufrj.br – 9404-5235
npmc@riseup.net
Apoio CIRA/BR e Editora Achiamé
Evento com certificado aos participantes.
Programação
9:00h – Inscrições
9:30h – Abertura
( Mesa coordenada por Rafael Viana – NPMC )
9:50h – Milton Lopes
“Movimento Anarquista no Rio de Janeiro em 1918”
10:30h – Sérgio Mesquita
“Insurreição anarquista em Magé”
11:10h – Debate
12:00 – Intervalo
13:30h – Marcos Santana
“Imprensa Anarquista no Rio de Janeiro”
14:10h – Carlos Augusto Addor
“A insurreição anarquista no Rio de Janeiro”
14:50h – Alexandre Samis
“Anarquismo e repressão em 1918”
15:30h – Debate
16:30h - Filme
Escrito por André Brown às 16h33
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